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Revista Ide e Anunciai 20. Os Agostinianos Descalços em Nova Londrina (PR)
A Ordem dos Agostinianos Descalços, comemorando seus 70 anos de presença no Brasil em 2018, rende graças a Deus pelos seus 40 anos de presença em Nova Londrina (Frei Vicente Mario Sorce estava trabalhando como pároco aqui desde fevereiro de 1978) e pelos 25 anos de presença como comunidade religiosa constituída (Frei Eugenio Del Medico, Frei Luigi Kerschbamer e dez noviços se juntaram ao Frei Vicente Sorce em 11 de fevereiro de 1993). A formação desta comunidade em Nova Londrina se deve à necessidade de ter uma sede própria para o Noviciado, que era no Seminário Santa Mônica de Toledo, onde acolhia também seminaristas, postulantes e professos. Este Seminário ficou pequeno demais para atender os pedidos de vagas de novos candidatos, como também para receber os jovens provenientes do Seminário Santo Agostinho de Ampére.

Igreja Matriz.

Primeira comunhão.
No dia 27 de janeiro de 1992, no Encontro Anual dos Frades Agostinianos, juntamente com o Prior Geral Frei Eugênio Cavallari, os padres concordaram em criar uma nova casa de noviciado. O lugar escolhido foi Nova Londrina. Frei Vicente Mário Sorce ficou encarregado de fazer uma sondagem sobre a possibilidade da doação de um terreno para a futura construção. O Definitório Geral extraordinário realizado no dia 10 de dezembro de 1992 aprovou a criação da nova casa.
A senhora Maria Pereira da Costa Gõetten, pessoa aberta às necessidades da Igreja e sensível ao problema vocacional, doou uma área com cerca de 48.400 metros quadrados, retirada 1.500 metros da cidade, na antiga estrada de Guairaçá, para a realização da obra. O Bispo diocesano de Paranavaí, Dom Rubens recebeu os Frades Agostinianos Descalços na Cúria diocesana no dia 27 de julho de 1992, manifestando sua alegria e seu apoio ao pedido da Ordem de trabalhar em sua Diocese no campo pastoral e vocacional.

Frei Vicente Mandorlo, Frei Vicente Sorce, Frei Antonio Giuliane e Frei Luigi Kerschbamer,
início da construção do seminário.
No dia 11 de fevereiro de 1993 foi realizada uma solene celebração presidida por Dom Rubens, com a participação do Prior Geral Frei Eugenio Cavallari, comemorando o IV centenário da fundação dos Agostinianos Descalços e a chegada da nova comunidade religiosa em Nova Londrina. Esta foi formada por Frei Vicente Sorce, Frei Eugenio Del Medico, Prior, Frei Luigi Kerschbamer, mestre dos noviços e os dez noviços que vestiram o hábito religioso no dia 10 de janeiro de 1993, em Ouro Verde do Oeste (PR). Assim sendo, no dia 11 de fevereiro de 2018, os Agostinianos Descalços, enquanto comunidade religiosa constituída, completam 25 anos de presença nesta cidade.
Dom Rubens deu a bênção à sede provisória do noviciado (onde hoje é a casa paroquial) até que ficasse pronto o novo seminário Nossa Senhora da Consolação. Foi também colocado um cruzeiro no terreno doado por Dona Maria Pereira Gõetten para a construção da casa de formação.

Frei Eugenio Cavallari, Dom Rubens Spinola e Frei Angelo Carù, Inauguração do Seminário,
13/2/1994.
No dia 8 de março de 1993 chegou a autorização para a construção do seminário que acolheria os postulantes e os noviços. Com a graça de Deus e a ajuda dos benfeitores de perto e de longe, com afinco e dedicação o projeto da obra foi realizado dentro dos tempos previamente estabelecidos. No dia 13 de fevereiro de 1994, na presença do Bispo diocesano Dom Rubens, do Prior Geral da Ordem, Frei Eugenio Cavallari, do superior Delegado do Brasil, Frei Angelo Possidio Carù e do povo novalondrinense, foi realizada a cerimônia de inauguração oficial e a bênção da casa religiosa, que, além dos noviços, acolheu os postulantes. Portanto, no dia 13 de fevereiro de 2018 nosso Seminário Nossa Senhora da Consolação completa 24 anos de sua fundação.
É importante destacar e valorizar tudo aquilo que Frei Vicente Mario Sorce fez pelo bem espiritual desta comunidade eclesial durante o período em que foi pároco. Assim como Frei Eugenio Del Medico, que além de ter colaborado com seu toque artístico na execução do projeto do seminário, começou a pensar de forma mais concreta na reforma da Igreja Matriz, consagrada no dia 15 de novembro de 1996 por Dom Rubens.
Nossa gratidão a Deus pelos sacerdotes e religiosos Agostinianos Descalços que ao longo de todos estes anos de presença em Nova Londrina se empenharam em anunciar o Evangelho, atuando na Paróquia São Pio X e Santa Rita de Cássia ou no Seminário Nossa Senhora da Consolação. Devido à devoção do povo à Santa Rita, uma santa agostiniana, e à tradição da sua festa, em 1998 Dom Sérgio Aparecido Colombo, Bispo diocesano de Paranavaí, atendendo a um pedido do Pároco Frei Carlos Topanotti, decretou Santa Rita de Cássia Co-Padroeira da Paróquia, que passou a se chamar Paróquia São Pio X e Santa Rita de Cássia.

Profissão Simples, Nova Londrina (PR),
2/1/1994.
Louvemos a Deus pela vida de cada vocacionado agostiniano que morou em algum período de sua história no Seminário Nossa Senhora da Consolação. Especialmente nossa prece pela perseverança na vocação dos sacerdotes e religiosos que hoje estão na missão que Deus, através da Ordem, lhes confiou por este mundo afora. É importante lembrar que o Seminário Nossa Senhora da Consolação foi casa de Noviciado desde sua inauguração até o ano de 2008. Em 2009 o Noviciado retornou para o Seminário Santa Mônica, em Toledo (PR).
No período em que foi casa de noviciado, o Seminário Nossa Senhora da Consolação acolheu durante vários anos uma turma de postulantes e outra de noviços. A grande maioria destes vocacionados que por aqui passaram são naturais de outras regiões do Estado do Paraná e de outros estados brasileiros. Porém, destacamos os frutos desta cidade e região: Frei César de Souza Gonçalves, natural de Nova Londrina, e Frei Alex Sandro Rodrigues, de Diamante do Norte, hoje membros da Comunidade Nossa Senhora da Conceição de Bom Jardim (RJ).

Vista aérea do Seminário Nossa Senhora da Consolação.
Queremos manifestar nossa gratidão à Providência Divina, que através do seu povo bom e generoso, nunca nos deixou faltar o necessário para levar adiante a missão que Deus nos confiou nesta terra. Intensifiquemos nossas orações pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, a fim de que, Deus, Senhor da messe e Pastor do rebanho, continue enviando operários para a sua vinha. Nosso Seminário Nossa Senhora da Consolação permanece com uma boa estrutura capaz de acolher os jovens vocacionados. Nossa casa tem atendido também, pastoralmente aos retiros e encontros tanto da Paróquia São Pio X e Santa Rita de Cássia, especialmente o Movimento de Cursilho de Cristandade, como também o Movimento Caminho Neo-catecumenal da Diocese de Paranavaí.
Em 2017, nossa comunidade agostiniana em Nova Londrina era formada por Frei José Arnaldo Schott, Prior e Pároco da Paróquia São Pio X e Santa Rita de Cássia e Frei Evandro Fávero, Mestre do Seminário Nossa Senhora da Consolação; dois seminaristas: Gustavo dos Santos Nicolau, natural de Nova Londrina e Carlos Travagin, natural de Terra Rica. Outros seminarista dessa nossa região está cursando filosofia: João Victor Marcos, de Nova Londrina, no Seminário Santa Rita, no Rio de Janeiro. Por tudo isso louvemos a Deus. Que Maria Santíssima, Mãe dos vocacionados, interceda junto ao seu filho Jesus para que Ele envie jovens vocacionados à Igreja e à Ordem. Deus abençoe cada uma de nossas famílias.
Frei Arnaldo José Schott, oad
Revista Ide e Anunciai 19. Experiência Missionária: Ásia e África
O que significa ser Missionário? Quais as características necessárias exigidas de alguém, que deixa a própria terra para anunciar o Evangelho longe da própria Pátria?
Para mim ser missionário é estar disposto a obedecer o chamado que nos diz: “vem e segue-me”. As características para ser missionário são: 1-Desapego de si mesmo; 2-Desapego dos seus familiares e amigos; 3-Total confiança em Deus é a coisa mais importante, pois só ela nos faz superar o medo, a insegurança do desconhecido, as dificuldades da língua, cultura, comida, saúde, etc; 4-O missionário precisa ter vontade, coragem e humildade para mudar de mentalidade e chegar a ser um deles em muitos aspectos.
Como surgiu a ideia de ser missionário nas Filipinas e depois nos Camarões?
A ideia de ser missionário surgiu com a necessidade da Ordem e da Igreja, pois sempre trouxe muito presente comigo as palavras do Santo Pai Agostinho: devemos ir onde a Igreja precisa de nós. Quando surgiu a oportunidade e o pedido de disponibilidade por parte dos superiores tanto para as Filipinas como para África, o chamado de Deus foi mais forte, e eu me coloquei a disposição da Ordem.

Frei Gilmar com um grupo de seminaristas filipinos.
Quais as maiores gratificações na sua experiência missionaria?
A maior gratificação é perceber que em meio a tantas dificuldades Ele nunca me abandonou, e ver a realização da Sua promessa: “quem deixar Pai e Mãe, irmãos, campos… receberá o cêntuplo já aqui nesta terra…”

Frei Gilmar e um grupo de seminaristas camaronenses e congolenses.
Quais as primeiras e maiores dificuldades encontradas na missão?
A maior dificuldade é o sair de si mesmo. Depois, é claro, a língua diferente da sua, a ausência dos amigos, dos familiares. A diferença na cultura, na comida, nos costumes também representam dificuldades consideráveis.
Fale um pouco sobre a religiosidade do povo filipino e do povo camaronês. Existe muita diferença entre elas?
O povo filipino, podemos dizer, é um povo generoso para com Deus e para com os irmãos. Quando abraçam a missão seriamente, levam em frente sem medo das dificuldades. Tudo isso podemos ver nas comunidades e obras que foram edificadas nas nossas missões nas Filipinas.
Nos Camarões já é uma cultura diferente onde se encontra muitas dificuldades, por falta de iniciativa e ajuda por parte do povo, é uma cultura que espera tudo dos missionários e da Igreja. As maiores celebrações são as dos mortos. Existe muita miséria, muita corrupção. Não existe uma preocupação com o amanhã, em melhorar as coisas. A corrupção faz com que o povo perca a esperança num mundo melhor. O desafio para as missões é muito grande.
Como se desenvolveu o trabalho vocacional nestes dois países? O que mais marcou sua vida durante este período?
O trabalho vocacional foi realizado junto com as dioceses, nos encontros vocacionais por elas realizados. Também através da visita às universidades, às escolas, através do esporte, do anúncio pela internet, por meio de panfletos, etc.
Frei Gilmar Morandim, oad
Revista Ide e Anunciai 18. As Ordenações Sacerdotais
A Ordem dos Agostinianos Descalços é um Instituto Clerical, que acolhe candidatos à vida religiosa, ou para a vida religiosa e sacerdotal. Desta maneira, muitos que professaram os votos solenes, continuaram sua caminhada rumo à ordenação sacerdotal, enquanto outros optaram ser irmãos coadjutores.
O Seminário Santo Agostinho de Ampére acolheu o primeiro grupo de seminaristas em 1978. Precisaram 14 anos para a ordenação sacerdotal dos primeiros Agostinianos Descalços brasileiros. O dia 25 de janeiro de 1992, foi um dia muito esperado e muito especial para nossa Ordem no Brasil. Nesta data, na cidade de Pranchita (PR), foi ordenado sacerdote, Frei Moacir Chiodi, pela imposição das mãos de Dom Armando Cirio, Arcebispo de Cascavel. Na semana seguinte, no dia 01 de fevereiro, mais uma grande festa e momento de júbilo, pois em Santa Izabel do Oeste (PR), pelo mesmo bispo, foi ordenado sacerdote Frei Álvaro Antônio Agazzi. Estes foram os primeiros que abriram o caminho para muitos outros. Podemos imaginar a alegria no rosto dos missionários italianos, presentes no Brasil desde 1948, e sonhando a cada dia com religiosos e sacerdotes brasileiros.

Ordenação sacerdotal de Frei Moacir Chiodi,
1992.
Quanta luta para, desde 1977, construir os vários seminários, que possibilitaram a caminhada vocacional de tantos jovens que chegavam, respondendo o chamado de Deus. Quantas campanhas na Itália, quantas festas, rifas, bingos no Brasil. Quanto sacrifício destes missionários italianos, que deixaram sua pátria, seus familiares, por amor à Ordem e à Igreja, e, cheios de esperança, abraçaram o Brasil como sua segunda pátria, e por aqui derramaram seu suor, suas lágrimas, deram sua vida. Mas, tudo foi recompensado naquele dia da primeira vestição, da primeira profissão simples, da primeira profissão solene, e por fim da primeira ordenação sacerdotal. Era o momento da colheita, era o momento da confirmação de que o trabalho tinha sido abençoado por Deus, e estava dando certo.

Ordenação sacerdotal de Frei Alvaro Agazzi,
1992.
Em 1993 foi a vez do Frei Gilmar Morandim e do Frei Jandir Bergozza, que após alguns anos, com determinação e coragem, deixaram o Brasil, e como verdadeiros missionários, partiram para as Filipinas, terra por eles desconhecida, com língua, cultura, costumes, alimentação diferentes. Era o Brasil já em condições de retribuir tanto trabalho dos missionários italianos. Assim é a Igreja do Senhor, quem pode mais, ajuda mais, hora se é ajudado, hora se ajuda. A Província do Brasil sente-se orgulhosa em ter contribuído, um pouco, para o desenvolvimento, tão rápido, da província das Filipinas. Nos anos que se seguiram, os sacerdotes brasileiros começaram a ajudar a Província italiana, que tinha apostado tudo no Brasil. Também na África, os brasileiros deram sua contribuição, quando, no início de 2008, Frei Renato Jess partiu para os Camarões e em 2015, Frei Gilmar Morandim foi integrar a comunidade de Bafut.

Ordenação sacerdotal de Frei João Paulo do Silva e Frei Welligton Barros,
2017.
Alguns sacerdotes, após alguns anos servindo a Ordem, decidiram mudar o estilo de vida e passaram para o clero diocesano. Outros, após alguns anos, e uma séria reflexão, decidiram deixar de exercer o ministério sacerdotal. São fatos que entristecem a todos que continuam seu ministério na Ordem, mas, acima de tudo, está a felicidade de cada um, e a responsabilidade pessoal em conquistá-la. De nossa parte a nossa gratidão a todos que estiveram conosco e que fizeram parte desta história, pela amizade que continua e a nossa oração para que sejam muito felizes no caminho escolhido.
Frei Vilmar Potrick, oad
Lista de sacerdotes Agostinianos Descalços brasileiros
01) Frei Moacir Chiodi 25.1.1992
02) Frei Álvaro Antonio Agazzi 1.2.1992
03) Frei Gilmar Morandim 30.1.1993
04) Frei Jandir Bergozza* 8.12.1993
05) Frei Edecir Calegari 29.1.1994
06) Frei Jurandir de Freitas Silveira 29.1.1994
07) Frei Dejalma F. Grando* 5.2.1994
08) Frei Amarai Alves da Silva * 17.12.1994
09) Frei Darci Oldra* 28.1.1995
10) Frei Valdir Pinto Ribeiro* 28.1.1995
11) Frei Estevão J. da Cunha* 28.1.1995
12) Frei Cezar Fontana* 15.7.1995
13) Frei Lianor Moreschi** 16.12.1995
14) Frei César Antônio Pôggere** 28.4.1996
15) Frei Vilmar Potrick 4.5.1996
16) Frei Gelson Briedis 26.7.1997
17) Frei Everaldo Engels* 2.8.1997
18) Frei Salésio Sebold 2.8.1997
19) Frei Airton Mainardi 2.8.1997
20) Frei Marcos Mezzalira 27.12.1997
21) Frei Carlos Topanotti 12.12.1998
22) Frei Alexandre Gregorek 19.12.1998
23) Frei Carlos A. Morais de Ramos* 2.1.1999
24) Frei Darci Nelson Przvara 14.8.1999
25) Frei Getulio Freire Pereira 14.8.1999
26) Frei Bráz Hoinatz de Andrade** 14.8.1999
27) Frei Valdecir Chiodi** 15.1.2000
28) Frei José Fernando Tavares * 22.7.2000
29) Frei Junior Cézar Cherubini * 29.7.2000
30) Frei João Batista da Paixão* 5.1.2002
31) Frei Euclides G. M. Faller * 5.1.2002
32) Frei Antônio Carlos Ribeiro 21.12.2002
33) Frei Francisco Luiz Ferreira 21.12.2002
34) Frei Genésio da C. Valêncio** 11.1.2003
35) Frei Edson Marcos Minski 11.1.2003
36) Frei Silvestre Miguel Muller 11.1.2003
37) Frei Lorivaldo do Nascimento* 20.12.2003
38) Frei Adalmir de Oliveira 16.5.2004
39) Frei Adélcio Vultuoso 13.8.2005
40) Frei Eder Angelo Rossi 17.12.2005
41) Frei Rodrigo Alberti* 17.12.2005
42) Frei Djorge M. de Almeida* 28.1.2006
43) Frei Nei Márcio Simon 15.7.2006
44) Frei Laércio José Dias Sansão 22.7.2006
45) Frei Elves Allano Perrony 22.7.2006
46) Frei Renato Jess* 22.7.2006
47) Frei Salésio Kriger 16.12.2006
48) Frei Joacir Chiodi 28.7.2007
49) Frei Rogério Chiodi** 28.7.2007
50) Frei José Valnir da Silva 15.12.2007
51) Frei Juarez Bastiani 22.12.2007
52) Frei Luiz Antônio Tirloni 19.1.2008
53) Frei Cézar de Souza Gonçalves 26.4.2008
54) Frei Osmar Antônio Ferreira 3.5.2008
55) Frei Valdecir Soares 10.5.2008
56) Frei José Arnaldo Schott 7.6.2008
57) Frei Diones Rafael Paganotto 18.12.2010
58) Frei Sidney Guerrino Rufattto 2.04.2011
59) Frei Evandro Fávero 10.9.2011
60) Frei Leandro Edmar Nandi 10.9.2011
61) Frei Mikael Mezzomo 29.6.2013
62) Frei Gelson dos Santos Lazarin 3.8.2013
63) Frei Gustavo Tubiana 3.8.2013
64) Frei Cleber Rosendo da Silva 24.8.2013
65) Frei Diogo Moreno Pereira** 24.8.2013
66) Frei Márcio dos Santos Silva 24.8.2013
67) Frei Alex Cândido da Silva 22.3.2014
68) Frei Diego Santos de Souza 16.8.2014
69) Frei Renato Batista Machado 16.8.2014
70) Frei Leandro Xavier Rodrigues 6.9.2014
71) Frei Marcelo Leandro 1.8.2015
72) Frei Denildo da Silva ** 15.8.2015
73) Frei Claudimir Antônio Falkowiski 12.9.2015
74) Frei Vitor Hugo do Espírito Santo 2.7.2016
75) Frei Alciney de Freitas Martins 9.7.2016
76) Frei Indiomar Smaniotto Maieski 27.8.2016
77) Frei João Paulo da Silva 22.7.2017
78) Frei Wellington C. F. P. de Barros 22.7.2017
* Deixaram de exercer o ministério sacerdotal.
** Estão exercendo o ministério em diferentes dioceses.
Faz-se necessário mencionar dois sacerdotes Agostinianos Descalços italianos: Frei Antonio Giuliani, que veio para o Brasil como estudante e foi ordenado sacerdote em Bom Jardim (RJ), no dia 17 de agosto de 1974; e Frei Nicola Loreto Spera, que veio para o Brasil como irmão coadjutor e foi ordenado na Itália, aos 21 de julho de 2001.
Revista Ide e Anunciai 17. As Profissões Religiosas
Esta frase encontra-se na lembrancinha da profissão simples do primeiro grupo de noviços Agostinianos Descalços brasileiros, realizada em Ampére no dia 27 de julho de 1986, após o ano de noviciado, realizado no seminário Santa Mônica em Toledo.
O noviciado é um ano específico, onde os candidatos param seus estudos acadêmicos, para experimentar, mais diretamente, a vida religiosa, conhecer a beleza da vida consagrada, a história e a espiritualidade da Ordem. O início deste ano é marcado por uma celebração chamada “vestição religiosa”, onde os candidatos recebem o hábito religioso próprio, e lhes é imposto um novo nome, querendo significar que a consagração é um novo nascimento.

1ª Vestição Religiosa, Ouro Verde do Oeste (PR),
4/8/1985.

1ª Profissão Simples, Ampére (PR),
27/7/1986.
Os primeiros brasileiros a receberem o hábito religioso da Ordem dos Agostinianos Descalços foram 12. A Vestição ocorreu aos 04 de agosto de 1985, após uma linda e emocionante celebração, presidida pelo Prior geral Frei Felice Rimassa, na paróquia Nossa Senhora Aparecida de Ouro Verde do Oeste (PR), que desde o dia 27 de fevereiro de 1983, era atendida pelos Agostinianos Descalços. O ano de noviciado é também um ano de profundo discernimento vocacional, por isso, chegaram ao final somente 07 dos 12 noviços: Frei Dionísio Furlan, Frei Antônio C. Cardoso, Frei Moacir Chiodi, Frei Ademir A. Rialto, Frei Vilson Scariotto, Frei Álvaro Antônio Agazzi e Frei Gilmar A. Morandim. Nos anos seguintes eles continuaram seus estudos filosóficos teológicos.
Após a “profissão simples”, onde os candidatos se consagram por 03 anos, eles renovam sua consagração por mais um período ou emitem a profissão solene. Com esta profissão, os religiosos passam a fazer parte definitivamente da Ordem, realizando assim, sua vocação à vida consagrada. Os primeiros brasileiros que emitiram sua profissão solene foram Frei Moacir Chiodi, Frei Álvaro Antônio Agazzi, do primeiro grupo de noviços, Frei Jandir Bergozza, Frei Jurandir de Freitas Silveira, Frei Estêvão José da Cunha e Frei Amarai Alves da Silva, do segundo grupo de noviços, no dia 28 de fevereiro de 1991 na paróquia Santa Rita dos Impossíveis, em Ramos, Rio de Janeiro (RJ).

1ª Profissão Solene, Ramos/Rio de Janeiro (RJ),
28/2/1991.

Frei Alex Sandro Rodrigues, Irmão coadjutor, Profissão solene, Nova Londrina (PR),
16/4/2005.
Desta maneira, as celebrações de vestição e profissão simples e solene, foram se sucedendo ano após ano, de 1985 a 2017, menos os anos de 1989 e 2004. Em números aproximados podemos dizer que 333 jovens fizeram a vestição do hábito religioso, 262 fizeram a profissão simples e 83 fizeram a profissão solene, sendo que três destes fizeram a profissão solene como irmãos coadjutores. Dentre os professos contam-se alguns jovens vindos do Paraguai, da província do Brasil, e outros do Congo e dos Camarões, da província italiana.
Revista Ide e Anunciai 16. Os Agostinianos Descalços em Toledo (PR)
A Ordem dos Agostinianos Descalços (OAD) chegou ao Brasil em 1948. Instalou-se na Arquidiocese do Rio de Janeiro. Entre os motivos desta vinda foi a busca de novas vocações. Com o passar do tempo expandiu-se ao Sul do Brasil, primeiramente na Diocese de Palmas, na paróquia Santa Teresinha de Ampére (PR), em 1976.
Em novembro de 1981, necessitava-se de uma casa para o noviciado e estudos filosóficos. O local escolhido foi a Diocese de Toledo (PR). Esta decisão foi tomada após sondagem realizada por Frei Antonio Desideri e Frei Luigi Kerschsbamer da comunidade Santo Agostinho de Ampére (PR). Nesta ocasião os frades se apresentaram ao Bispo Diocesano Dom Geraldo Agnello Majella colocando-se à disposição, em nome da OAD para o serviço pastoral e a intenção de abrir uma casa de formação.

Seminário Santa Mônica,
2000.
Em visita ao Brasil, Frei Luigi Pingelli, responsável das missões, Frei Luis Bernetti, delegado para o Brasil, acompanhados por Frei Luigi Kerschsbamer fizeram uma segunda visita a Toledo, em janeiro de 1982. Novamente se encontraram com o Bispo e relataram a intenção de estabelecer uma casa de formação, pois a cidade possuía curso de Filosofia e, também, devido à proximidade da comunidade religiosa Santo Agostinho de Ampére. Este, após ter consultado o Conselho Presbiteral, deu parecer favorável e solicitou aos frades para assumir a Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Formosa do Oeste (PR). Enquanto isso Frei Luis Bernetti começou estudar melhor localização de terreno para construção do seminário em Toledo. A autorização dos superiores de Roma veio através das Atas do Definitório Geral extraordinário de 18 de janeiro de 1982.
Seguindo os tramites legais e a orientação do Bispo, Frei Luís Bernetti percorreu os passos necessários para a construção do novo seminário. Em 04 de maio de 1982, reuniram-se Frei Luis, o representante do Prefeito Sr. Arnaldo Bohner e o proprietário da área almejada, Sr. Leopoldo Birk, para alinhar acordo entre a Prefeitura do Município de Toledo e o proprietário da área. Ficou estabelecida a doação de um terreno de 5.000m², percentual de direito do município em caso de loteamento. A Ordem poderia dispor do terreno após a colheita do trigo que ocorreu em 20 de setembro. Tudo acertado o Sr. Luís Nichele deu início à terraplanagem. Enquanto isto, Frei Angelo Carù, com o consentimento dos superiores, viajou para Itália para arrecadar fundos para a construção. Foi pedido ajuda também à Adveniat da Alemanha.
Assim, iniciou-se a construção do SEMINÁRIO SANTA MÔNICA, sob os cuidados de Frei Luís Benetti, Superior Delegado e Prior da comunidade, formada por Frei Rosário Palo, Vigário paroquial, e Frei Luigi Kerschbamer, que juntos desempenharam o serviço pastoral.
Em fevereiro de 1983, houve alteração dos serviços prestados à Diocese. Foi entregue a Paróquia de Formosa do Oeste, e assumida a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Ouro Verde do Oeste, cujo pároco foi Frei Luís Vicente Bernetti.
O primeiro bloco do seminário ficou pronto e no dia 04 de maio, data na qual até então se celebrava Santa Mônica, no ano de 1983, foi celebrada a primeira missa de ação de graças desta casa religiosa em comemoração ao início das atividades.
Em 26 de maio daquele ano, com as paredes ainda molhadas, mas louvando a Deus por estar, finalmente em casa, o seminário recebeu a primeira turma de 23 seminaristas, que estavam alojados provisoriamente, em acomodações gentilmente cedidas, no Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja desde fevereiro, início do ano letivo.
Em primeiro de junho foi realizado o primeiro capítulo da casa onde se fez a eleição do ecônomo Frei Rosário Palo. Neste dia, foram distribuídas as tarefas, do andamento e organização da casa e das pastorais.
Os trabalhos da construção não pararam até ficarem prontas, também, a segunda e a terceira alas do prédio. Em 17 de janeiro de 1984, o Bispo Diocesano Dom Ignácio Baumgaertner, deu a benção solene ao seminário, contando com a presença dos confrades que estavam reunidos por ocasião do retiro anual e também, Frei Egídio Vincenzi pregador do retiro. Muitos padres e religiosos e religiosas da região compareceram à cerimônia, após a celebração todos foram convidados a participar do almoço festivo.
Foi necessário ampliar a área de lazer, horta, potreiro e outros serviços, para o trabalho manual, parte integrante na formação e na vida religiosa agostiniana sendo também um auxílio às despesas diárias. Em 25 de março de 1985, foi adquirida uma área de 20.000m², anexa ao seminário, do Sr. Leopoldo Birk, cujo pagamento foi realizado através da contribuição de benfeitores e promoções.

Antigo grupo de seminaristas durante a construção do seminário.
Em 04 de agosto de 1985, na paróquia de Ouro Verde do Oeste, o Pior Geral Frei Félix Rimassa, deu uso de hábito religioso ao primeiro grupo de noviços brasileiros. Em clima de festa e otimismo colhia-se os primeiros frutos, norteados por uma pastoral vocacional simples, intensa e eficiente.
A casa precisava ser ampliada para receber mais candidatos. Em 1986, com a conclusão da quarta e última ala, formou-se um convento no estilo clássico, com claustro e poço interno, capela, refeitório, quartos e banheiros coletivos com capacidade de abrigar 65 candidatos, entre postulantes, noviços e professos.
No final de 1987, o primeiro professo concluía o curso de Filosofia na Faculdade de Ciências Humanas Arnaldo Busato de Toledo e foi encaminhado, no início de 1988, ao Rio de Janeiro para cursar Teologia, juntamente com mais sete candidatos para cursar Filosofia.
O relatório enviado ao Definitório anual de 10 de outubro de 1988, demonstra o crescimento do número de vocacionados, fruto de atividade de animação vocacional, simples e persistente, dados apresentados pelo então Superior Delegado Frei Antonio Desideri: “O relatório da Delegação relata o momento favorável que estão vivendo aqueles confrades. Não falta trabalho nem as dificuldades devidas ao reduzido número dos religiosos e à distância entre as casas. Com boa vontade de todos, cada obstáculo é superado. O trabalho vocacional é sempre florescente e os números são confortantes: … nos seis anos de Toledo há treze noviços, doze professos e vinte três postulantes do Ensino Médio…”.
Em 10 de janeiro de 1993, o noviciado foi transferido para casa de Nova Londrina (PR).
Em 23 de maio de 1995, uma tristeza muito grande abalou esta comunidade, pois um acidente na estrada que liga Toledo a Ouro Verde do Oeste, ceifou a vida do nosso querido e valoroso Frei Angelo Carú. Momentos de muita dor e luto revestiram todos, reconhecendo o trabalho e a dedicação deste confrade para a OAD e em especial a esta casa religiosa.
Em 1996, um novo desafio se apresenta. O terreno que circunda o seminário, área de 24.764,4m², de propriedade do Sr. Leopoldo Birk, encontram-se hipotecada junto ao Banco Banestado e irá a leilão. O Prior, Frei Moacir Chiodi, solicitou ao Superior Geral Frei Eugenio Cavallari, autorização para negociação e aquisição do terreno que foi arrematado no leilão por setenta mil e quinhentos reais.
Em fevereiro de 1997, o ano letivo iniciou com 55 seminaristas e 12 professos, casa lotada. Foi necessário perfurar um poço artesiano para suprir consumo da casa.

Antigo grupo de seminaristas.
Em 1998, sendo Prior Frei Doriano Ceteroni, devido a precariedade do material utilizado na edificação da quarta ala, foi necessário fazer uma reforma geral, com a substituição de todos os tijolos, mantendo as aberturas. Tendo sido desmembrados os terrenos, por solicitação da Prefeitura, para o prolongamento das ruas Corbélia e Guanabara permitindo a modernização e urbanismo da área com pavimentação asfáltica, rede de água e iluminação pública.
No ano de 1999, através da colaboração da comunidade, construiu-se o Salão Santa Rita para acomodar adequadamente as pessoas que comparecem nas missas aos domingos. Este salão, assim como outros espaços do prédio, são utilizados para realização de encontros e retiros organizados por movimentos e grupos comunitários e religiosos.
A partir de 2009, por decisão dos superiores da Ordem, o Seminário voltou a ser casa de Noviciado, que corresponde ao período de um ano de experiência da vida religiosa, após curso de Filosofia, anterior aos Primeiros Votos. Nesta fase da vida religiosa o número de candidatos é reduzido e, para o melhor aproveitamento do edifício, decidiu-se transformá-lo em Casa de Retiro.
Em 2014 iniciamos o projeto de reforma e restauração da casa, pois desde a sua edificação em 1983, foram poucos os investimentos para tal finalidade. Portanto, após todos estes anos, foi necessário uma reforma geral, desde a substituição de aberturas, adequações de quartos e banheiros, reforma da sala de conferências, sala de estudos e encontros, biblioteca, banheiros de uso público, claustro e demais instalações.
As reformas visaram também adequar a casa ao cumprimento da Legislação em vigor para portadores de necessidades especiais e idosos, necessária para liberação de Alvará e laudo do Corpo de Bombeiros. Além de outras reformas foi instalado um elevador.
Atualmente, a Casa de Noviciado Santa Mônica atende noviços da Província do Brasil, oriundos do próprio Brasil e do Paraguai. Anos atrás acolheu também alguns noviços da Província italiana, oriundos da República Federativa do Congo e República dos Camarões.
São oferecidos diariamente à comunidade os serviços sacramentais (missa diária, adoração ao Santíssimo, confissão, orientação espiritual e reuniões de grupos). A celebração da Santa Missa, aos domingos, no Salão Santa Rita, com a participação de um bom número de fiéis.
Frei Moacir Chiodi, oad
Revista Ide e Anunciai 15. Minha experiência no Brasil
Em 1948, ano das escolhas para o futuro de minha vida, com apenas 11 anos, pensei mais seriamente na vocação sacerdotal e missionária que vinha amadurecendo fazia algum tempo. A decisão final aconteceu justamente naquele ano, quando num dia de festa, na missa, os frades Agostinianos Descalços de Fermo anunciaram a saída dos três primeiros sacerdotes para as missões no Brasil. “Não tenho mais dúvidas, pensei, eu também serei missionário” e ingressei no Seminário “Madonna della Misericordia” na mesma cidade.
Desde o dia de minha ordenação sacerdotal manifestei aos superiores o desejo de partir para as nossas missões, onde a necessidade de padres era muito mais urgente do que na Itália; mas me seguraram na Itália com tarefas diferentes das que almejava.
No mês de junho de 1979, quando já tinha 43 anos, o Prior geral, Frei Felice Rimassa concedia-me partir para as missões no Brasil. “Deo gratias – pensei – antes tarde do que nunca”. Logo comecei a preparar os documentos junto à Embaixada brasileira. Estando em Roma, aproveitei para participar da audiência do Papa João Paulo II, recém eleito. Consegui beijar-lhe a mão e pedir sua bênção. O Santo Padre, colocando com força sua mão na minha cabeça, com voz clara e decidida disse: “Vá tranquilo, não tenhas medo, o Senhor estará contigo”. Aquela mão sobre a minha cabeça e aquelas palavras foram como gasolina no fogo de meu entusiasmo que explodiu com maior energia. Agradecia-te continuamente, meu Deus e te pedia a luz e a força para cumprir a nova missão segundo a tua vontade.
Chegando ao Brasil juntamente ao clima tropical, encontrei o calor humano ainda mais forte, aquele dos confrades e dos numerosos fiéis, colaboradores e amigos que com alegria me aplaudiam e me acolhiam festivamente.
Tinha saído com a vontade de dar, incentivar, ensinar, e talvez…converter; acabei aprendendo a ser incentivado e encorajado ao ver tanta fé e vivencia cristã. Não tenho encontros ou eventos especiais para contar, mas somente as pequenas coisas que cotidianamente nosso povo fazia com simplicidade e amor. Chamava-me a atenção o continuo repetir o nome de Deus, percebido como parte de sua vida, motor e artífice de tudo. Não existia discurso ou assunto em que não entrasse Deus. Sua fala era recheada de expressões: “Graças a Deus, se Deus quiser, Deus te abençoe, Deus lhe pague, Deus está perto de mim, Deus é grande.” A ternura com que os pais cumprimentavam, assinalando a testa e dizendo aos filhos ao saírem: “Que Deus te acompanhe e te proteja”, e os filhos respondendo com seus olhos brilhantes. Tratava-se de uma fé genuína expressa com gestos simples, mas que dava uma grande abertura ao coração. Toda vez que via um destes pequenos gestos cotidianos, dava graças a Ti, ó Deus, que me fizeste encontrar esta realidade tão diferente dos nossos encontros frios, das nossas palavras comedidas, do nosso querer aparecer. Nestas pessoas via a Ti, Jesus, que vinhas ao meu encontro para mostrar-me teu rosto cheio de amor e compreensão, via a Ti, Jesus, que não buscas o milagre ou o fanatismo religioso, mas o abandonar-se sereno a Ti no cotidiano.
Como Pároco tinha uma tarefa muito comprometedora: dirigir no caminho do evangelho uma grande comunidade. Era a primeira vez que desempenhava um serviço tão oneroso e sentia toda a sua responsabilidade. Carga pesada, mas o trabalho pastoral foi sempre o objetivo principal de minha vocação.
Nos dias mais cansativos do serviço paroquial lembrava-me das palavras do Papa antes da saída: “Vá tranquilo, não tenhas medo, o Senhor estará contigo”. Portanto comecei a trabalhar com confiança, pondo todo meu empenho e entusiasmo.
Estava contente pelo que tinha sido chamado a ser e a realizar. De um lado senti-me pobre, frágil e limitado, por outro percebia que Tu, Senhor me querias homem da esperança, enviado a sustentar, encorajar e iluminar.
Era consolador ver as crianças crescerem no conhecimento e na prática da fé, dirigirem-se ao Senhor como a um amigo, servir ao altar com vivacidade e entusiasmo e, aos domingos, ver a comunidade toda reunida na igreja como uma grande família. O que mais me entusiasmava era o grande número de crianças, adolescentes e jovens. O Brasil é o país do futuro, os idosos quase não aparecem no meio de tantos jovens. À noite estávamos cansados, às vezes vinha a tentação de pensar que éramos heróis, mas, depois concluíamos realisticamente que o herói era ele, o nosso povo cristão, humilde, pobre, mas rico de fé e de amor. Não posso nunca esquecer os numerosos exemplos que me sustentaram e encorajaram. Exemplos de fé viva que me edificaram justamente no meu serviço como pároco.

Frei Eugenio em Bom Jardim (RJ),
2002.
Quando encontrava alguma dificuldade, às vezes cultivava pensamentos de auto complacência: achava-me mais missionário … quase um herói, como os antigos pioneiros. Estes vãos pensamentos dentro de mim acompanhavam-me até chegar às capelas. Lá as encontrava empilhadas de gente, apesar do atraso, às vezes devido às dificuldades do caminho a percorrer. Todos nos esperavam, após ter andado vários quilômetros de a pé e com as criancinhas no colo; estavam todos à nossa espera, nossos fiéis, vindos de longe, enfrentando o calor tropical, para poder escutar a voz de Deus e celebrar os Sacramentos. Estes são os verdadeiros heróis, pensava comigo mesmo. Assim vencia o cansaço o medo e os vãos pensamentos! Confesso que diante de tanta fé, lágrimas de comoção, às vezes saíam de meus olhos, ficava vermelho no rosto, envergonhado por ter-me considerado algum dia um missionário herói, e agradecia a Deus por ter-me dado muitas vezes prova de que os verdadeiros heróis eram eles, nossos humildes, pobres e tão provados fiéis.
O rádio era para mim um meio precioso de evangelização, que permitia-me de estar em contato contemporaneamente com todos os paroquianos, especialmente com aquelas comunidades que podia visitar poucas vezes ao ano. Este recurso valioso encurtava as distâncias. Falando pelo rádio, era como se tivesse toda a comunidade paroquial, espalhadas em centenas de quilómetros, reunida no mesmo auditório.
Passei muitos anos no Brasil nas paróquias de Ampère (PR), Rio de Janeiro (RJ), Nova Londrina (PR), Bom Jardim (RJ) como pároco e Prior da Comunidade. Foram anos de trabalho e ao mesmo tempo de muita satisfação e experiência. Algo importante me chamou a atenção e me alegrou: a presença e o envolvimento ativo e responsável dos leigos na vida da Igreja. Em cada paróquia, sempre encontrei a colaboração de vários grupos laicais que, após uma séria preparação, dedicavam tempo e energias na ajuda aos sacerdotes na organização pastoral. Trata-se de um verdadeiro milagre, fruto do amor que estas pessoas tem para com Deus, com a igreja e o próximo.
Outra realidade ficou gravada em mim: o número de jovens. Sendo italiano e acostumado a viver num país com uma população prevalentemente idosa, fiquei verdadeiramente maravilhado ao ver, no Brasil, uma maciça presença de jovens abaixo dos 25 anos. Agora posso sinceramente afirmar que foram os jovens, nos anos de minha atividade missionaria, que mais me ajudaram com seu entusiasmo e alegria juvenil em todas as atividades paroquiais.
Meus colaboradores sacerdotes, Dom Luís Vicente Bernetti, Frei Possidio Carù, Frei Rosario Palo, Frei Luigi Kerchebamer, Frei Doriano Ceteroni, Frei Calogero Carruba e Frei Vicente Mandorlo e outros, foram todos companheiros de viagem, maravilhosos, ativos e incansáveis educadores de nossos seminaristas através do exemplo de uma vida religiosa levada a sério, da oração e das continuas instruções no intuito de modelar futuros e bons religiosos Agostinianos Descalços.
Agora, Senhor, com meus 80 anos, impedido de trabalhar por minha fragilidade e enfermidade, dirijo-me a Ti de coração, suplicando-te por todos os que me ajudaram no serviço pastoral no Brasil, dá-lhes a recompensa da tua paz, amor e bênção. A quantos batizei concede a graça de serem sempre filhos dignos de teu amor e testemunhas fiéis de tua palavra. A quantos, em teu nome, uni em matrimônio, concede a graça do amor e paz doméstica e tanta felicidade também a seus filhos e aos filhos dos filhos. Aos que não quiseram aceitar tua palavra, concede a graça do arrependimento e de poder ouvir, no último momento da vida, como o bom ladrão, “hoje mesmo, estarás comigo no paraíso”. A quantos conheci, e já deixaram este mundo, a paz eterna dos justos. A todo o povo brasileiro, fé, amor, justiça e muita felicidade.
Frei Eugenio Giuliano Del Medico, oad
Revista Ide e Anunciai 14. Recordando com fé e gratidão
Bela coincidência: nasci na mesma época que em Roma a Ordem dos Agostinianos Descalços estava planejando a abertura da missão no Brasil com a escolha e depois o envio dos primeiros três confrades em 1948. Para a história, outros confrades italianos, como os doze apóstolos, ao longo dos vários anos deram continuidade à missão. O primeiro grupo saiu de Genova, de navio, saindo do Convento – Santuário della Madonetta, em que, depois de 15 anos, entrei para fazer parte da Ordem, e do qual sai, 30 anos depois para me juntar aos demais já bem ativos no Brasil.
Conta Santo Agostinho no seu famoso livro “As Confissões” que numa noite, numa grande luta espiritual abriu a Bíblia, e a palavra que o Senhor lhe deu, realizou-se imediatamente na vida dele (Rm 13,13). Também num dia de oração abri a Bíblia e encontrei o começo do capítulo 12 do profeta Ezequiel: “filho do homem, prepara a tua bagagem e emigra para um pais estrangeiro”. Na hora não entendi nada, mas lembrei-me, com gratidão” quando os meus superiores, alguns meses mais tarde, pediram-me se eu estava disponível para a missão no Brasil.

Seminário de Cebú – Filipinas.
Tantos sentimentos: alegria, esperança, dedicação, mas também não faltou o medo e a preocupação; partir para o Brasil foi uma aventura. Foi-me falado que fé quer dizer confiar em Deus e “dar um pulo no escuro, mas não no vazio!”
Tentei-me acompanhar com o Frei Francisco Spoto que depois de umas semanas na Itália voltava para o Brasil. Foi a minha segurança, mas só por algumas horas, porque tinha clima de greve improvisa, que justamente começou mais uma vez entre mim e ele; ele viajou e eu fiquei, pegando o mesmo avião na semana seguinte, não sozinho, mas com Deus.
Quando cheguei no Brasil, as casas da Ordem eram três, Santa Rita na cidade do Rio de janeiro, Bom Jardim no interior do Rio de Janeiro, e Ampére no Paraná que tinha sido aberta recentemente. Chegando no Rio de Janeiro, fiquei o tempo necessário para conseguir o Visto, além de me familiarizar com a língua; era justo a época da construção da Igreja de Santa Rita, ajudei a descarregar o granito para o piso da igreja, e ainda celebrei na capelinha anterior como também na favela da Praia de Ramos.

Primeiros seminaristas filipinos.
Meu interesse e minha paixão sempre foram as vocações sacerdotais e religiosas, por isso fiquei bem contente por ser destinado ao Seminário Santo Agostinho de Ampére, recém construído e que tinha acolhido os primeiros 17 meninos, que cursavam o ensino fundamental (5ª a 8ª séries). Quando cheguei em Ampére só tinha 14; acabamos o ano letivo com 10; no ano seguinte, dos velhos voltaram 06, mas nenhum deles chegou à meta. Mas daqueles que entraram no segundo ano, vários hoje são padres. Aumentaram os seminaristas, e duas vezes foi aumentado o seminário e chegou também o tempo para encontrar um lugar para os que iam cursar a Filosofia. A cidade escolhida foi Toledo (PR). Todo começo é difícil, tanto mais quando as perspectivas são grandes, mas Alguém está sempre junto na obra. Parece impossível, mas na primeira viagem para Toledo, nos últimos quinhentos metros, da paróquia do Menino Deus até o lago, (que na época era só um açude e um banhado) na Parigot de Souza, furou três vezes o pneu! Acostumado com isso, não fiquei maravilhado quando anos mais tarde, nas Filipinas, indo para abrir uma nova missão na ilha de Butuan, perto da meia noite tocou o alarme porque o navio tinha pego fogo!
Trabalhei cinco anos em Ampére, dez anos em Toledo, dois anos em Nova Londrina, sempre preocupado com as construções. Em Ampére foi necessário ampliar o seminário; em Toledo e Nova Londrina, tendo que encontrar o terreno para depois construí-los. Foram centenas os adolescentes e jovens que encontrei, ajudando-os a escolher a vida religiosa, sacerdotal e missionária. Fui formador dos seminaristas menores e depois mestre dos noviços por nove anos (nove anos também nas Filipinas com o mesmo cargo). Assim como eu lembro as palavras e o jeito que tinham os meus formadores e mestres, tenho certeza que cada candidato, mesmo quem não perseverou, guardam lembranças das minhas palavras, do meu jeito, e das minhas atitudes. Ao mesmo tempo, quantos amigos, quantos benfeitores, quantos incentivadores e colaboradores encontrei no Brasil nos 17 anos. Na recente viagem por ocasião do Capitulo geral em Toledo, quantos destes encontrei, em Ampére, em Toledo, em Nova Londrina, no Rio de Janeiro e em Bom Jardim. Foi bom ver como tudo progrediu: cidades, nossos seminários e paróquias; as novas missões no Paraguai, no Mato Grosso, em São Paulo, no Paraná; quantos novos confrades que se juntaram aos da primeira época.

Frei Luigi com os primeiros noviços residentes em Nova Londrina (PR).
Diante de tudo isso brota do coração um profundo agradecimento que me faz lembrar o primeiro jornalzinho que comecei em Ampére, cujo título era “Graças a Deus”. Depois veio “Presença Agostiniana” que deu continuidade àquele impresso, alcançando as quatro mil copias. Estava em Nova Londrina quando em Roma estava se decidindo a abertura de uma nova missão na Ásia. Manifestei por escrito a minha disponibilidade, mas segurei o documento por nove dias debaixo da toalha do altar, celebrando a missa todos os dias. Depois da novena levei-o para o correio. Entre vários confrades que apresentaram o pedido eu fui o escolhido. Mais uma vez um pulo na escuro, mas já sabendo que não era no vazio. Num grupo de oração outros abriram a Bíblia, e não era minha, e a passagem doada foi o fim do capítulo anterior, daquela passagem de 17 anos antes, Ezequiel 11: “E a glória do Senhor parou no templo….” parou nas Filipinas sim, com o mesmo trabalho vocacional desenvolvido ao longo destes 23 anos, prestando serviço em dez comunidades e países diferentes, com confrades provenientes de outras nações: Filipinas, Vietnam. Myanmar, Indonésia, Índia, Nigéria; e “a glória do Senhor” será no templo de Aparecida com toda a Província Religiosa de Santa Rita dos Frades Agostinianos Descalços do Brasil celebrando em ação de graças pelos 70 anos. Deo Gratias et Mariae!
Frei Luigi Kerschbamer, oad
Revista Ide e Anunciai 13. Frei Rosario Palo, oad
Frei Rosario Cesiro Palo de São Nicolau
Frei Rosario Palo de São Nicolau de Tolentino (nome civil Cesiro Palo), nasceu em Ascoli Satriano (FO) no dia 19 de novembro de 1940, filho de Potito Palo e Maria Serafino. Na mesma cidade, na Igreja de São Potito Mártir recebeu os Sacramentos da Iniciação Cristã.
Entrou na Ordem no dia 12 de outubro de 1952, no Convento de Santa Maria della Verità, em Nápoles. No Convento S. Lorenzo Martire de Acquaviva Picena (AP), no dia 26 de setembro de 1957 iniciou o ano de noviciado e no dia 27 de setembro de 1958 emitiu a profissão simples. Como professo concluiu os estudos filosóficos em Roma, no Colégio dos Frades Carmelitas de S. Martino ai Monti. Emitiu a profissão solene no Convento de Santa Maria Nova, no dia 10 de setembro de 1964.
Fez os estudos teológicos em Nápoles no Colégio dos Frades Capuchinhos. Foi ordenado presbítero no dia 01 de março de 1969 na Igreja de Santo Efrem o Velho, em Nápoles.
Após os primeiros anos de sacerdócio vividos no Convento de S. Maria da Verdade em Nápoles, no dia 20 de maio de 1976 no navio “G. Marconi” partiu como missionário para o Brasil aonde chegou no dia 3 de junho. No Brasil trabalhou nas seguintes comunidades:
Ampére (PR): 1976-1978; 1980-1982; 1988-1992; 1999-2002.
Bom Jardim (RJ): 1978-1980; 1992-1994.
Formosa do Oeste (PR): 1982.
Ouro Verde do Oeste (PR): 1983-1985; 2002-2007.
Ramos/Rio de Janeiro (RJ): 1985-1988.
Salto do Lontra (PR): 1994-1999.
Nova Londrina (PR): 2008-2011.
Pavuna/Rio de Janeiro (RJ): 2012.
Pesaro – Itália: 2013-2014.
Foram 36 anos de dedicação à Ordem aqui no Brasil. Deixou marcas e boas recordações em todas as comunidades onde trabalhou, sempre como colaborador nas diversas paróquias. Com seu jeito simples e com sua oração cheia de fé, levou muitas pessoas à conversão e reconciliou muitos casais.
Em 2013 expressou o desejo de retornar à Itália para trabalhar na comunidade de Pesaro. Após alguns meses nesta cidade sofreu um acidente que o deixou em coma por mais de cinco meses. Veio a falecer no dia 07 de janeiro de 2014.
Revista Ide e Anunciai 12. Os Agostinianos Descalços em Ampére (PR)
A Ordem dos Agostinianos Descalços, com o desejo de abrir um campo vocacional, decidiu procurar no Sul do Brasil um bispo que a acolhesse. Após uma sondagem na região Sul, o bispo Dom Agostinho José Sartori a acolheu na Diocese de Palmas – Francisco Beltrão (PR).
Nossa história na paróquia Santa Teresinha de Ampére começou em 14 de março de 1976, quando Frei Antônio Desideri, Pároco e Frei Angelo Carù, Vigário paroquial e promotor vocacional foram recebidos pelo bispo diocesano e por toda a comunidade paroquial.
Portanto, se passaram 42 anos em que o carisma agostiniano descalço começou a se fazer presente nesta Diocese: “Servir ao Altíssimo em espírito de humildade”. Quantas coisas maravilhosas aconteceram na vida das pessoas através do anúncio da Palavra e nas celebrações dos sacramentos.

Ampére (PR),
1977.

Posse de Frei Antonio Desideri,
14/03/1976.
Com muita determinação, fé e esperança, desde o início, os frades se empenharam no trabalho vocacional e na construção do Seminário. A primeira parte ficou pronta já em 1978, acolhendo 17 seminaristas. Frei Angelo foi escolhido como responsável para trabalhar na formação. O superior da delegação na época era Frei Luis Bernetti, que vendo o trabalho vocacional dando seus primeiros frutos, já pediu mais reforço pra Itália. Logo chegou da Itália para trabalhar na paróquia Frei Rosario Palo, e no seminário Frei Luigi Kerschbamer. Na sequência vieram outros para ajudar na formação dos futuros religiosos e sacerdotes brasileiros: Frei Calogero Carrubba, Frei Doriano Ceteroni, Frei Vicente Mandorlo, Frei Nicola Spera.
A semente lançada em 1978 foi crescendo aos poucos através de um trabalho árduo, até chegarem os primeiros frutos. A primeira turma de noviços vestiu o hábito religioso aos 04 de agosto de 1985, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Ouro Verde do Oeste (PR) e no ano seguinte, houve a primeira profissão simples na igreja matriz de Ampére. As primeiras profissões solenes ocorreram em 1991 no Rio Janeiro. Finalmente, as primeiras ordenações sacerdotais aconteceram em 1992, respectivamente Frei Moacir Chiodi aos 25 de janeiro em Pranchita (PR) e Frei Alvaro Antônio Agazzi, em 01 de fevereiro em Santa Izabel do Oeste (PR). Portanto, daquela primeira turma de seminaristas de 1978, até as primeiras ordenações se passaram 14 anos de muita luta dos frades italianos, mas finalmente o sonho de ver um brasileiro religioso e sacerdote agostiniano descalço estava realizado, e principalmente, estava chegando ajuda para tanto trabalho nas paróquias e nos seminários.

Inauguração da 2ª parte do Seminário Santo Agostinho,
1980.
Com o passar dos anos a paróquia foi se organizando cada vez mais, aumentando o número das capelas, principalmente nos bairros da cidade de Ampére. Após sua chegada em março de 1976, os Agostinianos Descalços se preocuparam com a construção da igreja matriz e do Seminário Santo Agostinho. Em Ampére destacamos ainda a construção do Parque Santa Teresinha, da capela mortuária, do centro catequético, das oito capelas grandes e bonitas, algumas delas com seu salão e salas próprias para as atividades comunitárias. No interior, muitas capelas foram reformadas outras construídas, como também novos salões para facilitar o trabalho de evangelização acolhendo cada vez melhor o povo de Ampére e do Pinhal de São Bento.

Antigo grupo de seminaristas.

Antigo grupo de seminaristas.
Também se desenvolveu o campo pastoral com suas diversas atividades que, ao longo dos anos, foram se desenvolvendo e se aprimorando. Destacamos o excelente trabalho dos movimentos, da catequese, da liturgia, da pastoral da criança e da saúde na área social.
Juntamente ao desenvolvimento religioso, a Igreja favoreceu o progresso social e econômico dos dois municípios que compõem nossa paróquia. Na área social foi muito importante a construção das 58 casas da Vila Esperança, com a colaboração dos benfeitores da Itália, que hoje formam uma comunidade onde os frades celebram a missa semanalmente. Está sendo muito importante também o Projeto Luti, mantido pela ONG Amigos de Santo Agostinho de Pesaro e Torino, Itália, que se ocupa de adolescentes menos favorecidos, ajudando-os a um melhor desenvolvimento escolar e a uma melhor inserção no mundo do trabalho.
Lembramos também a presença, em 1989, por um curto período de tempo, dos Agostinianos Descalços na paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Pranchita, quando aquela comunidade ficou sem seu pároco.

Seminário Santo Agostinho,
2018.
Sem dúvida, nestes 42 anos de presença da Ordem na paróquia Santa Teresinha e Santo Agostinho e 40 anos de atividade vocacional do Seminário Santo Agostinho, foram criados laços de profunda espiritualidade agostiniana com o povo. Podemos dizer que tudo valeu a pena, porque foi e está sendo uma obra de Deus. Acredito que tudo deu certo também, porque o alicerce foi bom e firme, ou seja, os primeiros padres que aqui trabalharam deram o sangue por esta obra, lembro especialmente, Frei Angelo Caru, seu entusiasmo, seu amor, seu incansável trabalho pelas vocações. E quando um trabalho começa bem, tem grande chance de dar certo. Todos os que se seguiram deram sua contribuição generosa e importante para o prosseguimento da obra.

Exterior da Igreja Matriz.

Interior da Igreja Matriz.
Por fim, agradecemos a intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, venerada na gruta de nosso seminário, ela que sempre nos acompanhou com sua maternal proteção. Agradecemos a Deus por tudo o que foi realizado até o momento e pedimos que Ele continue abençoando as famílias, os religiosos e sacerdotes, para que juntos anunciemos o Reino de Deus, e que, haja sempre adolescentes e jovens dóceis ao chamado de Deus à vida sacerdotal e religiosa.
Frei Álvaro Antonio Agazzi, oad
Os Agostinianos Descalços em Salto do Lontra (PR)
Dom Agostinho José Sartori pediu encarecidamente que os Frades de Ampére assumissem provisoriamente a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Salto do Lontra (PR), pois ele não tinha padre disponível pra trabalhar lá. Por isso, para atender o Bispo que com tanto carinho nos tinha recebido na Diocese, Frei Angelo Carù, assumiu a paróquia, rezando sua primeira missa, no dia 03 de maio de 1980. Após a saída do Frei Angelo assumiu como pároco Frei Calogero Carrubba, que trabalhou até 1995, quando lhe sucedeu Frei Estevão José da Cunha. O último pároco agostiniano descalço foi Frei Valdir Pinto Ribeiro. Assim o que era para ser provisório, durou aproximadamente 20 anos. Destacamos neste período a construção da atual igreja matriz, e a ampliação da casa paroquial. Muitos frutos vocacionais surgiram do trabalho dos nossos frades em Salto do Lontra. A paróquia muito contribuiu com a manutenção do seminário Santo Agostinho de Ampére.
Os Agostinianos Descalços em Salgado Filho (PR)
Em 2011 Dom José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, pediu ao Provincial Frei Alvaro Antônio Agazzi, para a Ordem assumir a Paróquia São Francisco de Assis em Salgado Filho e Manfrinópolis, pois os Missionários do Sagrado Coração estavam deixando. A resposta foi afirmativa. Frei Osmar Antônio Ferreira foi empossado como pároco no dia 04 de outubro de 2011, dia do padroeiro. Sucedeu-lhe Frei Mikael Mezzomo, aos 31 de janeiro de 2015. Em 2017 começou, com a intensa colaboração da comunidade, uma reforma geral da igreja matriz.